quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Os Pentas: Outubro de 2017

Novembro já deu ao FC Porto duas saborosas vitórias, mas é tempo de análise ao desempenho do plantel em outubro último. Um mês que arrancou com um empate em Alvalade, resultado que manteve o FC Porto na liderança e cuja vantagem foi dobrada na jornada anterior. A primeira etapa da Taça de Portugal foi superada sem problemas, mas a Taça da Liga continua a ser um fenómeno difícil de compreender. A derrota na visita ao Leipzig custou, mas no Campeonato os triunfos dilatados sobre Paços e Boavista reafirmaram uma candidato forte ao título. Em mês de Taças há maior rotatividade de jogadores, o que torna mais difícil definir um top 5, mas estas são as escolhas d'O Tribunal do Dragão. 

5. Ricardo Pereira

Só jogou em três dos seis jogos do FC Porto disputados em outubro, mas curiosamente (ou não) esteve em todas as vitórias do clube. Duas assistências e um golo ao Paços de Ferreira, numa das exibições que foi das melhores a nível individual de todo o plantel esta época, e uma exibição particularmente bem conseguida na visita ao Boavista. Parece ter agarrado de vez a titularidade no lado direito da defesa e aproximou-se do rendimento de Alex Telles, embora o brasileiro continue a ser o rei dos passes para finalização, embora muito graças às bolas paradas. 

4. Moussa Marega

Continua na senda da combinação agridoce de um jogador que lidera várias estatísticas de passes falhados, más receções e bolas perdidas com muita luta, golos importantes e algumas assistências. Voltou a ser útil no Campeonato, no qual conseguiu dois golos e duas assistências no último mês, mantendo a sua contribuição de um golo por jornada. É o mais rematador do plantel (3,8 remates por jogo) e o segundo que mais faltas arranca (atrás de Brahimi), embora na Champions as suas limitações sejam mais evidentes. Na I Liga, no entanto, a sua dimensão física continua a fazer de Marega mais vezes solução do que problema, para surpresa e agrado. Estará ausente ao longo do mês de novembro e será a altura de fazer o balanço: o FC Porto é mais ou menos forte com Marega?

3. Iván Marcano

Voltou a mostrar a sua vocação goleadora, ao marcar dois golos no último mês, um na Taça e um na Champions. Apesar dos três golos sofridos na Alemanha, Marcano continua a somar exibições que combinam autoridade, inteligência e uma enorme capacidade no jogo aéreo. Tirando Maurides, irmão de Maicon e que tem uma capacidade forma do normal para jogar de cabeça, Marcano é o central que mais bolas de cabeça ganha no Campeonato e o que mais tackles ganha, com 73%. Em 11 jornadas disputadas, continua a ser notável a sua forma limpa de jogar (fez apenas 8 faltas, o que lhe dá menos de uma falta cometida a cada 120 minutos). E porque não custa lembrar: pode assinar a custo zero por qualquer clube dentro de menos de dois meses. 

2. Vincent Aboubakar

Voltou a ser o homem-golo do último mês, ao contribuir com cinco remates certeiros e uma assistência. Destacou-se no Bessa, ao inventar e finalizar a jogada do 1x0 depois de uma primeira parte fraca da equipa. Já é o 6º melhor marcador da história do FC Porto na Champions e é o terceiro portista com melhor média de golos na competição, só atrás dos heróis de Viena Madjer e Juary. Já leva intervenção direta em 38% dos golos da equipa, sendo o mais influente nesse capítulo. Na pré-época entendeu-se com Soares, depois com Marega e agora prepara-se para guiar o ataque do FC Porto a solo. Está bem entregue.

1. Yacine Brahimi

Repete a eleição de melhor jogador do mês, sem que possa haver grande surpresa. Três assistências e um golo no último mês, mas todos sabem que a magia de Brahimi não encontra meramente nos golos o melhor espelho. Foi o MVP no Bessa e em Alvalade e trata-se de um desequilibrador de uma dimensão à parte neste campeonato, com já 56 dribles eficazes, mais de metade do segundo melhor - um nome que merece atenção para o mercado de inverno... Gonçalo Paciência, com 24. É também o jogador que mais duelos ganha no Campeonato (96), tendo inclusive a melhor eficácia de 1x1 em toda a Liga - 73% dos lances resultam em jogadas de perigo. À margem da criatividade do ataque, destaca-se cada vez mais nas recuperações de posse e na forma como se envolve na primeira linha de pressão. Tem contrato até 2019, vai fazer 28 anos e o FC Porto dificilmente conseguirá, algum dia, fazer uma venda que faça jus à valia e qualidade de Brahimi. O melhor mesmo é continuar a desfrutar dela dentro de campo. 

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